A Undime SP participou, entre os dias 23 e 25 de junho, da II Formação Nacional do Programa Escola que Protege, realizada em Brasília (DF). Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), o encontro teve como tema “Estratégias de Resposta e Reconstrução das Escolas após Episódios de Violência” e reuniu dirigentes municipais de educação, gestores públicos, especialistas, pesquisadores e representantes de organismos nacionais e internacionais para fortalecer as políticas de prevenção, proteção e reconstrução das comunidades escolares.
Representando a Undime SP, Daniela Lima, dirigente municipal de educação de Nazaré Paulista e vice-presidente Regionais/Interior da entidade, participou das atividades formativas e dos espaços de diálogo voltados ao fortalecimento das redes de proteção e à construção de estratégias intersetoriais para o enfrentamento das diversas formas de violência que impactam o ambiente escolar.

A programação integrou as ações do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave), no âmbito do Programa Escola que Protege, iniciativa desenvolvida em parceria entre o MEC e o Ministério da Justiça e Segurança Pública para ampliar a capacidade das redes de ensino na prevenção, no enfrentamento e na resposta às situações de violência nas escolas.
Ao longo dos três dias de formação, os participantes discutiram temas estratégicos para a promoção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e inclusivos. Entre os assuntos abordados estiveram a violência no entorno e nos trajetos escolares, o racismo nas escolas, o bullying e o cyberbullying, os discursos de ódio, as violências no ambiente digital, a identificação de sinais de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, os ataques de violência extrema contra escolas e os processos de resposta institucional, acolhimento e reconstrução das comunidades escolares.

A abertura do evento também destacou a importância da proteção de crianças e adolescentes nos ambientes digitais como parte das estratégias de prevenção das violências nas escolas. Representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública ressaltaram que muitos episódios de violência extrema têm origem em conteúdos nocivos disseminados em plataformas digitais, reforçando a necessidade de atuação integrada entre educação, segurança pública, assistência social e demais órgãos responsáveis pela proteção da infância e da adolescência.
Para Daniela Lima, a participação da Undime SP no encontro reafirma o compromisso da entidade com a construção de políticas públicas que fortaleçam a segurança e o bem-estar das comunidades escolares.
“A participação da Undime SP nesta formação reafirma o compromisso dos dirigentes municipais de educação com a construção de redes de proteção, o fortalecimento das políticas públicas educacionais e a promoção de ambientes escolares seguros, inclusivos e acolhedores. Representar os municípios paulistas em um espaço de diálogo federativo como este é fundamental para compartilhar experiências, fortalecer a articulação intersetorial e contribuir para a construção de estratégias que qualifiquem as ações de prevenção e enfrentamento às violências nas escolas”, destacou.
A formação contou ainda com a participação de representantes do Ministério da Educação, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Polícia Federal, do UNICEF, da UNESCO, do Consed, da Undime, de secretarias estaduais e municipais de educação, universidades e organizações da sociedade civil, consolidando um importante espaço de cooperação entre diferentes instituições e esferas governamentais em defesa da proteção das comunidades escolares.
A presença da Undime SP na II Formação Nacional do Programa Escola que Protege reforça o compromisso da entidade com o fortalecimento do regime de colaboração e com a construção de políticas públicas cada vez mais integradas para a prevenção das violências nas escolas. Ao promover o diálogo entre União, estados e municípios e incentivar a troca de experiências e de boas práticas, iniciativas como essa contribuem para qualificar a gestão educacional e garantir que as escolas sejam espaços de aprendizagem, acolhimento, respeito e promoção da cultura de paz.