MULHER: MOVIMENTO E AÇÃO

Por: Priscilla Bonini Ribeiro*

Priscilla Bonini 1Muitas pessoas me perguntam aonde arrumo tanta energia para cumprir toda a minha agenda, aliando minha vida pessoal, de mãe, de filha e de esposa, com a minha vida profissional. Penso que quando escolhemos a nossa profissão é porque abraçamos com amor e dedicação uma causa, um ideal, uma meta.

No meu caso, quando abracei a educação como profissão, percebi o quão longo seria o caminho para poder ajudar a muitas pessoas a conquistarem dias melhores, com o estudo completo, mantendo sempre a vontade de ir além.

É para ir além, na educação, temos de ter consciência que somos ferramentas de transformação e desenvolvimento. É importante estarmos atentos ao grande desafio de que essa profissão impõe.

Conciliar tarefas profissionais e tarefas pessoais pode não ser fácil, mas é possível quando acreditamos nas escolhas que fizemos na vida e na missão que temos como seres humanos. Não existe fórmula mágica e nem uma receita padrão.

Para nós mulheres, todas as profissões exigem que conciliemos a profissão, os filhos, o lar, o marido e a família. O desafio é não ultrapassar os limites do corpo e da alma, pois quem ama a profissão que escolheu não mede horas e nem esforços para cumprir suas responsabilidades.

Entretanto, além de tudo isso, temos ainda de lidar com o preconceito, com a humilhação e, por vezes, com a violência física e moral. Mas não podemos deixar isso nos abater e nem nos fazer desistir de vivenciar e de nos realizar com aquilo que amamos. Quando eu me defronto com alguma situação que possa ser vista como discriminatória, eu uso isso a meu favor, mostrando que o meu trabalho é digno e merecedor de tudo o que dele posso conquistar.

Não me intimido. Não me bloqueio. Mostro, com profissionalismo, que a minha capacidade pode derrubar todas as muralhas do preconceito. Afinal, tudo é consequência de nossas ações na luta por nosso espaço. A coerência é fundamental. Não podemos exigir apenas direitos. Temos que assumir nossas responsabilidades. O preconceito, a discriminação com as mulheres, é fruto de uma cultura que não se sustenta mais nos dias de hoje.

A luta das mulheres tem história. E essa história já fincou um patamar de equidade no mercado de trabalho. Conquistas realizadas passo a passo, mas com direcionamento certo que nos faz capazes de sermos profissionais, mulher, mãe, filha e esposa.

O importante é sempre lembrar que a carreira profissional de qualquer pessoa não pode estagnar. A cada dia, irá despontar um novo cenário, um novo desafio e um novo horizonte. Temos de sempre seguir em frente, sempre para o melhor, sempre para o bem das pessoas. E isso, não depende de sexo. Depende de humanidade.

Que esse Dia Internacional da Mulher, seja um dia realmente especial para todas nós. Que seja repleto de homenagens, mas acima de tudo, seja um dia de nos reconhecermos como força motriz da sociedade brasileira.

*Priscilla Maria Bonini Ribeiro, é Presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo (Undime-SP), é Presidente da Região Sudeste da Undime Nacional, é Conselheira Estadual de Educação de São Paulo, e é Secretária de Educação de Guarujá (SP).

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